sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ouro verde do sertão baiano é destaque no Bahia Gourmet 2009


Por Caíque Gonçalves

O “ouro verde do sertão” está prestes a ganhar o mundo. O licuri ou ouricuri, como é também conhecido, vai ser um dos grandes destaques do Bahia Gourmet 2009, um dos maiores eventos gastronômicos do país. Idealizado por Edinho Engel e Licia Fábio, o encontro acontece entre os dias 27 e 29 de agosto, em Salvador. A Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina - COOPES, com sede em Capim Grosso, interior da Bahia, vai apresentar ao público o seu trabalho que tem como matéria-prima o licuri. Os produtos feitos a partir do fruto são de deixar qualquer um com água na boca. Destaque para as cocadas, granolas, petiscos doces e salgados, sorvetes, licores, paçocas, dentre outras iguarias.

A presidente da COOPES, Josenaide Alves, afirma que o consumo de licuri é muito bom para a saúde, pois combate a anemia e controla o colesterol por conter nutrientes como ferro, cálcio, cobre, zinco e betacaroteno em sua composição. “Antes, o licuri era utilizado como alimentação animal e para a produção de cosméticos. Entretanto, após algumas pesquisas científicas, ficou comprovado sua importância para a alimentação humana, sem contar que desta forma contribuímos para a preservação do bioma da caatinga”, afima Josenaides.

De acordo com ela, as famílias do sertão nordestino passaram a tirar seu sustento do licuri, seja através da culinária ou do artesanato. Desta forma, ao invés de desmatar e comprometer o bioma da caatinga, o nordestino contribui para a sua preservação e a manutenção da cultura do licuri para as gerações futuras.

Segundo Edinho Engel, o licuri foi uma de suas grandes descobertas. “O gosto do licuri é uma mistura de amêndoa com coco e o seu óleo é extremamente aromático. Já venho utilizando o licuri em algumas sobremesas e no acabamento de alguns pratos”, conta Edinho.

Durante os três dias do evento, o público vai conhecer as inúmeras possibilidades de se utilizar o licuri na cozinha, além de degustar deliciosas receitas que tenham o fruto como matéria-prima. Dentre os pratos que estarão à disposição dos visitantes para serem desgustados ou adquiridos, destaque para o licuri torrado com sal, licuri caramelizado com rapadura, cocadas, biscoitos de licuri, além de artesanatos de palha de licuri e fibras de sisal.

Ouro verde do sertão

O licuri é uma palmeira nativa do Nordeste brasileiro que se adapta muito bem ao clima seco e semi-árido do sertão baiano. A planta é um símbolo da cultura nordestina, devido ao seu enorme potencial alimentício e ornamental, sobretudo, porque estas regiões apresentam fortes limitações quanto ao desenvolvimento da agricultura. A cultura do licuri contribui com a qualidade de vida da população sertaneja, tanto como alimento de bom valor nutricional como na utilização de suas folhas para fins artesanais, gerando emprego e renda, de forma a desenvolver sócioeconomicamente a região da caatinga.

Das folhas do licuri tudo é aproveitado, como as cascas, frutos, amêndoas, flores, palha, raiz, tronco e concas e, a partir daí, são confeccionadas sacolas, chapéus, vassouras, espanadores, dentre outros materiais. As folhas também são usadas para a retirada da cera do licuri utilizada na fabricação do papel carbono, graxa para sapatos, móveis e pintura de automóveis. O fruto é comestível e também utilizado na fabricação de cocadas, licores e o leite de licuri, muito utilizado na culinária baiana.

A escassez ou má distribuição de chuvas na região semi-árida dificulta o desenvolvimento da agricultura. Desta forma, o cultivo do licuri, também conhecido como o “ouro verde do semi-árido”, tem papel decisivo na melhoria e qualidade de vida da população.

Recentemente, pesquisadores do CEFET-BA estudaram o uso do licuri na fabricação de barras de cereais, devido ao seu grande potencial para alimentação humana, sobretudo na Região Nordeste, onde os índices de desnutrição ainda são bastante alarmantes, o que fortalece a necessidade de estudos sobre essa cultura.

Quem quiser aprender a preparar deliciosas receitas utilizando o licuri, além de degustar os pratos típicos do interior da Bahia feitos à base do fruto, não deve perder tempo.

COCADA DE LICURI

Ingredientes: 2 kg de licuri selecionado, seco ou um pouco torrado e selecionado, em bandinhas. 1 kg de rapadura e um pouquinho de água ou leite.

Modo de fazer: Colocar a rapadura para derreter, depois acrescente o licuri. Deixe cozinhar, mexendo sempre, até dar o ponto. Coloque as porções com uma collher em uma assadeira grande untada com manteiga. Deixe esfriar bem e embale em papel filme.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mocofava é um dos destaques do primeiro dia de Bahia Gourmet

Por Lorena Novas
Foto: Mauro Holanda


O chef Rodrigo Oliveira foi um dos destaques do primeiro dia do Bahia Gourmet 2009, que começou hoje, 27 de agosto, no Shopping Iguatemi em Salvador. O filho de pernambucano, à frente do Restaurante e Cachaçaria Mocotó, localizado em São Paulo, deu uma aula cheia de humor, ingredientes da gastronomia sertaneja e muita tecnologia para uma plateia empolgada e participativa. O jovem de apenas 28 anos mostrou um pouco suas experiências na cozinha e provou porque foi escolhido o chef-revelação na premiação Melhores do Ano 2008 da revista Prazeres da Mesa.

Durante a sua aula A Cozinha Nordestina com Muita Tecnologia, o chef conquistou seus "alunos por algumas horas" com uma receita da Mocofava com Torresmos Defumados, um dos pratos mais famosos de seu restaurante. "Sem pimenta, não seria mocofava em Salvador, por isso eu trouxe um molhinho", brincou o bem-humorado Rodrigo. "Faço fé para que o Bahia Gourmet seja um dos maiores eventos gastronômicos do país. Nós somos tão bem acolhidos aqui, que se pudesse, era só fazer um evento todo mês que eu viria".

A aula do chef terminou de forma doce: com uma receita de tapioca de café com doce de leite e chocolate, criada para presentear sua esposa Lígia. O Bahia Gourmet 2009 vai até sábado, 29 de agosto.




A famosa Mocofava, preparada no Bahia Gourmet pelo chef Rodrigo Oliveira


Chefs baianos mostram os sabores da Terra de Todos os Santos no Bahia Gourmet 2009

Além de grandes nomes da cozinha nacional e internacional, o maior evento gastronômico do Nordeste reforça a cultura local e traz aulas e workshops sobre a culinária baiana



Por Jéssica Paoli


Desfrutar da culinária baiana é o mesmo que apurar os sentidos numa explosão de aromas e sabores deliciosamente marcados pelo típico tempero local e, principalmente, pela harmoniosa mistura entre as raízes indígena, europeia e africana. O resultado não poderia ser melhor. O cardápio rico, com uma variedade de pratos e combinações de ingredientes, traz desde a doçura das cocadas e a suavidade do leite de coco à intensidade do azeite de dendê e da pimenta. Não é à toa que esse tabuleiro de influências se tornou um prato cheio para a ascenção de grandes chefs locais que, como bons baianos, mostram toda sua criatividade e não deixam de agregar novas qualidades à tradição desde sempre apreciada pelos que têm o prazer de conhecê-la.

E para quem não resiste às delícias da terra, o Bahia Gourmet 2009, maior evento gastronômico do Nordeste, é uma grande oportunidade para mergulhar neste universo de sabores e novas descobertas. O evento, que vai reunir chefs de todo o Brasil e traz como tema "O Brasil de Cada Um de Nós", dedicará parte de sua programação a participantes conterrâneos que mini
strarão aulas sobre a deliciosa culinária baiana. Sob o comando de Edinho Engel e Licia Fábio, os cursos acontecem entre os dias 27 e 29 deste mês, no Shopping Iguatemi.

Terreiro de sabores

Uma das ilustres presenças confirmadas é a baianíssima Dadá. Talentosa e de alegria contagiante, a quituteira mais querida da Bahia não poderia deixar de participar do Bahia Gourmet. Para o primeiro dia de evento, ela preparou uma aula especial sobre a culinária que mais entende e que melhor cai no gosto dos seus clientes: a baiana. Não há dúvidas de que o momento será de grandes descobertas sobre o que acontece dentro da cozinha do seu restaurante - o Terreiro da Dadá -, bem como uma chance de descobrir o porquê dessa mulher “arretada” ser tão admirada na Bahia e no mundo pelas deliciosas comidas que prepara.

Segredos do Recôncavo

Embora a inclinação para a educação e literatura sempre tenha sido forte traço de Mabel Velloso, a baiana natural de Santo Amaro, filha de Dona Canô e irmã de Maria Bethânia e Caetano, logo deu um jeito de conciliar a paixão pelas letras com os gostos pela gastronomia local. Ela, que também marca presença no primeiro dia do Bahia Gourmet, traz uma aula sobre a tradicional culinária do recôncavo baiano. Com a coordenação do chef Edinho Engel, Mabel ainda escreveu o livro O sal É um Dom, com inúmeros segredos que já marcaram e ainda marcam presença na mesa da família Velloso.

Risoto de dendê

Para completar a programação baiana do dia 27, a chef Tereza Paim também promete d
ar seu toque especial ao encontro gastronômico. Há oito anos atuando no segmento culinário e participante de todas as edições do Bahia Gourmet, sua aposta para o evento deste ano é o risoto de camarão, coco, maturi e dendê. Outro ponto forte de Tereza é a mistura de ingredientes regionais às técnicas utilizadas pelo mundo afora, sem deixar de lado a tradição do recôncavo.

“A culinária baiana é rica em cores e sabores. É importante amar o que é nosso, de
mocratizar a cozinha baiana, promover os restaurantes da região e a cultura local”, é o que afirma Tereza sobre a importância de eventos desse porte para a Bahia. A chef ainda estará à frente do workshop sobre peixes baianos ao forno, salteados e cozidos. Adepta da tecnologia nas técnicas de cocção para o alcance de melhores cores, sabores e texturas dos pratos, ela confessa que não tem truques na cozinha. “O que existe é técnica e paixão, não há segredos”, conclui.

Tropical Serta
nejo

Mistura de tradição e inovação acompanhada de uma generosa pitada de criatividade, as reinvenções gastronômicas do chef Beto Pimentel prometem surpreender a todos no segundo dia do Bahia Gourmet. Autodidata e proprietário do restaurante Paraíso Tropical - único restaurante brasileiro premiado pela maior escola de gastronomia do mundo, a Commanderie des Cordons Bleus de France -, ele não admite produtos industrializados na sua cozinha.

“Você é o que você come. Por isso, faço questão de que todos os ingredientes que utilizo sejam cultivados na minha própria chácara, sem conservantes. O mesmo vale para os frutos do mar, que são todos frescos e selecionados por mim”, admite Pimentel. É este conceito naturalista e cheio de saúde que o c
hef vai trazer para o Bahia Gourmet. Para o evento, ele vai preparar o prato Tropical Sertanejo, com carne de sol de filé mignon, carne de fumeiro e linguiça de fumeiro acompanhados de uma porção de frutas grelhadas.

Café da Manhã Africano


Ana Célia Santos, desde pequena apaixonada pela culinária, é a baiana que marca presença no último dia do Bahia Gourmet com um café da manhã para lá de regional, cheio de influências locais e africanas. Para o sábado, vai preparar bolo, mingau e cuscuz de carimã, além de pamonha. Segundo ela, as expectativas para o evento são as melhores possíveis, ainda mais contando com Edinho Engel na organização. “Edinho agregou muito ao nosso setor. Posso caracterizá-lo como um marco em nosso momento, distinguindo o antes e o depois da presença dele”, confessa.


O Bahia Gourmet começa hoje, 27 de agosto, às 13h30, com uma aula de Mabel Velloso sobre a culinária do Recôncavo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A brasilidade das trufas

Por Lorena Novas

Francês, mas de coração baiano, o chef bretão Marc Le Dantec vai mostrar na tarde do último dia do Bahia Gourmet 2009, 29 de agosto, um pouco da tradição das trufas negras e brancas. Sempre simpático, o artista das receitas francesas que está há nove anos no Brasil falou um pouquinho por e-mail ao Blog Bahia Gourmet sobre estas joias da natureza e a relação delas com a nossa tão falada brasilidade.


BAHIA GOURMET: Como os chefs brasileiros estão utilizando as trufas?
MARC LE DANTEC: Aqui no Brasil, infelizmente, a trufa é pouco difundida. Em primeiro lugar, por causa do preço. Em segundo lugar, por causa dos fortes "genes" da cozinha brasileira, que antes da sua mudança recente proporcionada pela realização de eventos como Bahia Gourmet e o Paladas, responsáveis por trazer equilíbrio entre tradição e inovação, dificilmente se identificava com um produto tão exclusivo.

BG: Qual a relação entre trufa e brasilidade?
MLD: Eu diria que as trufas trazem "suas letras de nobreza" a certos produtos, infelizmente e injustamente ignorados, em certas mesas de Alta Gastronomia, como: a abóbora, o cará, um simples caldo, cortes de carne de segunda, endívias (apesar de não serem brasileiras, produz-se no Brasil) e até peixes como o tamboril (peixe-sapo) ou a trilha (que na França chamamos de "caça do mar").

BG: Enquanto chef, qual característica da trufa mais lhe atrai?
MLD: A minha sensação favorita em relação às trufas é, claro, o cheiro de fungo, que traz para a mesa a essência do solo, a origem e a história.
Gosto muito também da sua textura fácil de quebrar e esponjosa, mas ao mesmo tempo prática de cortar (talvez por causa da fermentação no subsolo). Enfim, seu formato às vezes quase perfeito e às vezes insubstituível em algumas apresentações.

Marc Le Dantec ministrará, ao lado do chef taliano Claudio Savitar, um dos maiores produtores de trufa na região da Toscana - Itália, a aula "Trufas Negras e Brancas, Tradições e Brasilidade".




terça-feira, 25 de agosto de 2009

A Bahia Desconhecida

Por Cesar Adames


Com certeza, muitos já visitaram a Bahia de Daniela, Ivete e Cláudia, do animado carnaval e dos trios elétricos. A outra Bahia que pouca gente conhece é uma das maiores produtoras de fumo para charutos e cigarrilhas do mundo.

A região do Recôncavo Baiano é responsável por esta produção e é conhecida como zona fumageira da Mata, dividida em Mata Norte, Mata Fina e Mata Sul que produzem folhas que serão enviadas para República Dominicana, Holanda, Honduras entre outros países para elaboração de charutos e cigarrilhas das mais diversas marcas e formatos.

É nesta região que ficam atualmente as principais fábricas de charutos brasileiras; a Dannemann em São Félix, a Le Cigar, Angelina, Leite Alves, Damata e Monte Pascoal em Cruz das Almas e a Menendez & Amerino em São Gonçalo dos Campos. A viagem para esta Bahia desconhecida nos traz uma outra visão desta terra linda e hospitaleira e vale a pena uma visita pelas suas belezas, culinária e charutos.

Cesar Adames é consultor na área de tabaco, além de professor do Senac e da IBA (International Bartender Association) na disciplina Charutos & Bebidas. Também é jurado do concurso internacional Habanosommelier em Cuba e colaborador de diversas revistas, jornais e sites. Adames participará do Bahia Gourmet 2009 no dia 28 de agosto, para uma degustação de cervejas especiais, e no encerramento do evento, dia 29 de agosto, com outra degustação, dessa vez de charutos brasileiros.



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Meu Recôncavo

Por Mabel Velloso

Dar aula é o que acho que sei fazer. Aula para crianças e adolescentes, contando histórias e estórias. Aula de Gastronomia? Como fui parar nessa sala?

Quando me chegou o convite para o Bahia Gourmet fico pensando; Como apertar os botões do fogão, cortar cebola e triturar camarões secos? Para que disse sim ao convite? Fico a pensar, mas não pude dizer não a Edinho "Amado" que me recebe tão bem lá no seu "mar" bonito.


Vou participar. Olho para o "meu Recôncavo". "Pesco" mariscos nas águas e tiro lá da Pedra os maturis para preparar uns pratos conhecidos por todos de Santo Amaro, minha terra, e ainda desconhecido por muita gente de fora. A frigideira de maturi, a moqueca de mapé, o escaldado de camarão vão chegar ao Iguatemi meio desconfiados, assim como estou.

Para que o gosto da mesa de mãe Canô possa chegar junto vou levar farinha, azeite de dendê de pilão, camarão seco de São Braz. O fogo por certo vai aquecer as panelas e frigideiras e também meu coração nessa Festa de Comidas Saborosas.


A escritora Mabel Velloso, irmã de Maria Bethânia e Caetano, abrirá o Bahia Gourmet 2009 no dia 27 de agosto, com a aula "A Culinária do Recôncavo Baiano". Mabel é autora do livro “O Sal é um Dom: Receitas de Mãe Canô”, que conta a história da família Velloso através da culinária. E é sobre os segredos que marcam presença na mesa mais tradicional de Santo Amaro que ela promete falar.



sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O delicioso encontro do Cerrado com a Mata Atlântica

Por Marcia Pinchemel

Pois não é que vai ser o primeiro beijo do mar com o Cerrado! E bem na minha querida terra natal: Salvador! É... Graças ao BAHIA GOURMET e, claro, ao mago dos sabores que enlouquecem gregos, baianos e troianos ao chegar de seu quintal com os ingredientes que irão incrementar suas moquecas, vatapás e os divinos sucos – o alquimista das panelas em questão é ele: Beto Pimentel.

É o homem, o chef que me deixa tímida ao me colocar ao seu lado. Mas com muito orgulho vou representar o meu outro lado, o goiano, levando pela primeira vez o CATULÉ para um passeio no litoral. Claro, não poderia deixar de apresentar uma novidade pra não fazer feio para o chef.

Quando fui convidada, não quis criar um prato sofisticado. Fiquei pensando em algo que fosse apresentado pela primeira vez em um evento deste porte. Mas tinha de ser comida do jeito do povo do Centro-Oeste.

Então mergulhei na vida simples deste povo que se fez pela agricultura e pecuária e aprendeu a tirar da terra tudo o que ela tem de bom para colocar na mesa. Viajei nas panelas de ferro fumegando em fogões caipiras. Lá dentro, "o franguim, bem temperadim, com quiabo".

Assim nasceu a ideia de lançar o catulé nacionalmente. E para homenagear meus anfitriões conterrâneos, acrescentei dendê, leite de coco e gengibre.

Assim nasceu esse prato de dupla nacionalidade e muitos amores.


Nascida em Salvador e morando há 30 anos em Goiás, onde é sócia do restaurante Le Bistrô, - www.lebistropirenopolis.com - localizado na cidade de Pirenópolis-GO, Marcia Pinchemel vem a Salvador para apresentar no Bahia Gourmet, em uma parceria com o chef Beto Pimentel, a cozinha típica da Região Centro-Oeste do Brasil. A dupla ministrará a aula “O Encontro do Cerrado com a Mata Atlântica” no dia 28 de agosto, às 14h, quando utilizará frutos do Cerrado, característica da comida goiana.